Instituto de Medicina Tradicional

Prof. Teresa Semedo
Realizado por: Luna Hora, 7394
Naturopatia 2ºA

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A estrutura molecular do Virus Influenza Aviária

Duas glicoproteínas de superfície, a hemaglutinina (HA) e a neuraminidase (NA), e as proteínas de canais iônicos (M2) são incorporadas ao envelope viral, que é originado da membrana plasmática do hospedeiro.
O complexo de ribonucleoproteína compreende um segmento de RNA viral associado à uma nucleoproteína (NP) e à três proteínas de polimerase (PA, PB1 e PB2). A proteína da matriz (M1) está associada à ribonucleoproteína e ao envelope viral. Uma pequena quantidade de proteínas não estruturais( 2) também está presente, mas sua localização no interior do vírus é desconhecida.



O nome influenza é derivado do latim e significa influência, e os patógenos responsáveis pela doença são vírus compostos por oito segmentos de RNA pertencentes à família Orthomyxoviridae.
Existem três tipos básicos de vírus influenza: A, B e C, sendo que as epidemias são causadas pelos tipos A e B. Os tipos B e C infectam apenas a espécie humana e o influenza A infecta hospedeiros não humanos como suínos, aves, cavalos, focas e camelos, servindo também como reservatório para a gripe.
Um rearranjo entre os subtipos que infectam animais e os que infectam a espécie humana pode resultar em uma mudança antigénica e em potenciais pandemias.
O genoma da partícula viral é envolto por um capsídeo, geralmente constituído de centenas de proteínas. O capsídeo do tipo A contém as glicoproteínas hemaglutinina antigênica (HA) e neuraminidase (NA); várias centenas de moléculas de cada proteína são necessárias para formar o capsídeo. Essas proteínas são as partes do vírus reconhecidas como estranhas pelo sistema imunológico do hospedeiro, induzindo a uma resposta imune. 

Como existem diferentes tipos de moléculas de proteínas HA e NA, elas formam diferentes subtipos do vírus influenza A. Com isso, o sistema imunológico da espécie humana é frequentemente desafiado a produzir novos antigéneos. Por exemplo, mutações pontuais nos genes HA e NA podem levar a alterações na antigenicidade que permite que um vírus infecte pessoas previamente imunes ou vacinadas.
Incluindo os genes HA e NA, o genoma do vírus influenza A contém oito genes que codificam 11 proteínas, nas quais estão incluídas três RNA polimerase que funcionam como um complexo para replicar o genoma do RNA viral.
Foram demonstradas altas taxas de erros nessas polimerases devido à falta de capacidade de correcção, o que pode estar relacionado aos altos níveis de mutação no genoma viral e, portanto, às rápidas taxas de evolução viral.
Este vírus tem uma forte diversidade genética devido a sua alta taxa de mutação e a evolução.



O genoma da gripe também codifica as proteínas estruturais necessárias para formar o capsídeo: a nucleoproteína (NP), as proteínas NS1 (não estruturais da proteína 1) e NS2 (nuclear), e as proteínas de exportação (NEP), cujos papéis ainda estão sendo investigados. Outras proteínas codificadas pelo genoma do vírus incluem proteínas de membranas M1 e M2 (que são necessárias para exportação nuclear e várias outras funções) e, claro, HA e NA (que desempenham funções para o anexo viral e para a liberação de células do hospedeiro, respectivamente).



Como as sequências de codificação estão localizadas em vertentes individuais do RNA, os genomas da gripe podem ser facilmente misturados às células do hospedeiro infectadas por mais de um vírus da gripe. Por exemplo, quando uma célula está infectada com vírus de diferentes espécies, um rearranjo pode resultar em uma nova prole que contenha genes daqueles vírus que normalmente infectam as aves e daqueles que normalmente infectam os seres humanos. Isso formará novas cepas nunca identificadas anteriormente na maioria dos hospedeiros.
Já foram identificados 16 diferentes subtipos de hemaglutinina e nove de neuraminidases. Desses subtipos, três de hemaglutinina (H1, H2 e H3) e dois de neuraminidase (N1 e N2) têm causado epidemias na população. As aves são hospedeiras e reservatório para todos os tipos e subtipos do vírus influenza A, sendo que, a partir delas, os novos subtipos de HA são transmitidos em seres humanos.






Sem comentários:

Enviar um comentário