Duas
glicoproteínas de superfície, a hemaglutinina (HA) e a
neuraminidase (NA), e as proteínas de canais iônicos (M2) são
incorporadas ao envelope viral, que é originado da membrana
plasmática do hospedeiro.
O
complexo de ribonucleoproteína compreende um segmento de RNA viral
associado à uma nucleoproteína (NP) e à três proteínas de
polimerase (PA, PB1 e PB2). A proteína da matriz (M1) está
associada à ribonucleoproteína e ao envelope viral. Uma pequena
quantidade de proteínas não estruturais( 2) também está presente,
mas sua localização no interior do vírus é desconhecida.
O
nome influenza
é
derivado do latim e significa influência,
e os patógenos responsáveis pela doença são vírus compostos por
oito segmentos de RNA pertencentes à família Orthomyxoviridae.
Existem
três tipos básicos de vírus influenza:
A, B e C, sendo que as epidemias são causadas pelos tipos A e B. Os
tipos B e C infectam apenas a espécie humana e o influenza
A infecta
hospedeiros não humanos
como suínos, aves, cavalos, focas e camelos, servindo também como
reservatório para a gripe.
Um
rearranjo entre os subtipos que infectam animais e os que infectam a
espécie humana pode resultar em uma mudança antigénica e em
potenciais pandemias.
O
genoma da partícula viral é envolto por um capsídeo, geralmente
constituído de centenas de proteínas. O capsídeo do tipo A contém
as glicoproteínas hemaglutinina antigênica (HA) e neuraminidase
(NA); várias centenas de moléculas de cada proteína são
necessárias para formar o capsídeo. Essas proteínas são as partes
do vírus reconhecidas como estranhas pelo sistema imunológico do
hospedeiro, induzindo a uma resposta imune.
Como existem diferentes
tipos de moléculas de proteínas HA e NA, elas formam diferentes
subtipos do vírus influenza
A.
Com isso, o sistema imunológico da espécie humana é frequentemente
desafiado a produzir novos antigéneos. Por exemplo, mutações
pontuais nos genes HA e NA podem levar a alterações na
antigenicidade que permite que um vírus infecte pessoas previamente
imunes ou vacinadas.
Incluindo
os genes HA e NA, o genoma do vírus influenza
A contém
oito genes que codificam 11 proteínas, nas quais estão incluídas
três RNA polimerase que funcionam como um complexo para replicar o
genoma do RNA viral.
Foram
demonstradas altas taxas de erros nessas polimerases devido à falta
de capacidade de correcção, o que pode estar relacionado aos altos
níveis de mutação no genoma viral e, portanto, às rápidas taxas
de evolução viral.
Este
vírus tem uma forte diversidade genética devido a sua alta taxa de
mutação e a evolução.
O
genoma da gripe também codifica as proteínas estruturais
necessárias para formar o capsídeo: a nucleoproteína (NP), as
proteínas NS1 (não estruturais da proteína 1) e NS2 (nuclear), e
as proteínas de exportação (NEP), cujos papéis ainda estão sendo
investigados. Outras proteínas codificadas pelo genoma do vírus
incluem proteínas de membranas M1 e M2 (que são necessárias para
exportação nuclear e várias outras funções) e, claro, HA e NA
(que desempenham funções para o anexo viral e para a liberação de
células do hospedeiro, respectivamente).
Como
as sequências de codificação estão localizadas em vertentes
individuais do RNA, os genomas da gripe podem ser facilmente
misturados às células do hospedeiro infectadas por mais de um vírus
da gripe. Por exemplo, quando uma célula está infectada com vírus
de diferentes espécies, um rearranjo pode resultar em uma nova prole
que contenha genes daqueles vírus que normalmente infectam as aves e
daqueles que normalmente infectam os seres humanos. Isso formará
novas cepas nunca identificadas anteriormente na maioria dos
hospedeiros.
Já
foram identificados 16 diferentes subtipos de hemaglutinina e nove de
neuraminidases. Desses subtipos, três de hemaglutinina (H1, H2 e H3)
e dois de neuraminidase (N1 e N2) têm causado epidemias na
população. As aves
são hospedeiras e reservatório
para todos os tipos e subtipos do vírus influenza
A, sendo
que, a partir delas, os novos subtipos de HA são transmitidos em
seres humanos.


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