A Influenza aviária, foi descrita pela
primeira vez por Perroncito em 1878, como uma doença grave em aves
italianas.
Na
década de 1930, deu-se a gripe espanhola, no entanto o fenómeno foi
pouco estudado e o vírus não foi isolado ou cultivado.A Influenza aviária foi confundida com uma forma aguda de cólera aviária, somente em 1955 o vírus foi realmente caracterizado como Influenza aviária.
No século XX, foi notificada na Europa, na Ásia, na África, na América do Norte e na América do Sul. Desde então, a doença já foi verificada em todos os continentes.
De 1998 até 2007 muitos países notificaram surtos de Influenza aviária pelo subtipo H5N1 em galinhas, patos e perus além das aves selvagens.
A China, Coréia do Sul, Indonésia, Tailândia e Vietnã são os principais exemplos de perda e mortalidade por este vírus neste século, sendo que a partir de 2005 os surtos avançaram pelo ocidente em países como a Turquia, Grécia, Romênia, além da França e da Alemanha, que também detectaram actividade viral em seu território.
Desde 2006, a presença da influenza aviária é uma realidade na Europa e na África. De 2006 a 2007 ocorreram notificações de 4465 focos epizoóticos, em aves industriais em 36 países. O que mostra a grande capacidade de disseminação do vírus da influenza aviária.
Os
factores que provocam a disseminação desta doença estão ligados a
interrelação de aves silvestres, aquáticas e aves de criações
industriais, principalmente perus e patos.
Nas pandemias que ocorreram em 1957 e 1968, as cepas pareciam ter surgido da recombinação dos genes HA derivados das cepas das aves em amostras humanas. Em contrapartida, o gene HA da cepa da gripe espanhola foi relacionado ao da gripe de suínos, possuindo algumas semelhanças com cepas de aves, mas diferindo da maioria daquelas responsáveis pelas pandemias que ocorreram posteriormente.

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