Instituto de Medicina Tradicional

Prof. Teresa Semedo
Realizado por: Luna Hora, 7394
Naturopatia 2ºA

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As formas de controlo e erradicação do vírus

A história clínica de características da doença pode levar a um diagnóstico apenas preventivo da doença, porque os sintomas e lesões podem ser característicos de outras doenças. A confirmação da doença deve ser feita pelo isolamento e identificação do agente.

Na prática, não há tratamento viável para a infecção do vírus da influenza aviária. No tratamento da influenza humana já existem medicamentos, quando o homem é infectado os tratamentos são realizados com medicações antivirais como amantadina, rimantadina, zanamavir e oseltamivir (Tamiflu). O uso por 2 dias tem demonstrado acção efectiva em 70-90% dos casos.

O hipoclorito de amantadina e o hipoclorito de rimantadina, que são efectivos na profilaxia da doença, têm sido utilizados, experimentalmente, em infecções de codornas, perus e galinhas com resultados satisfatórios.
No entanto, estes se mantém, no mínimo, por 3 dias na albumina e gema do ovo, por este motivo, estes medicamentos não foram autorizados para o uso em aves de consumo humano. Todos os outros tratamentos têm sido usados como suporte para os problemas respiratórios. Os antibióticos utilizados são para reduzir as contaminações por micoplasmas e infecções bacterianas secundárias.

A principal fonte de difusão do vírus para as aves, são as outras aves infectadas.
Assim sendo, as medidas básicas para a prevenção do problema passam, necessariamente, pela separação das aves saudáveis, das secreções e excreções das aves contaminadas com o vírus da influenza aviária. Para que isto seja possível devem ser adoptadas medidas rígidas de biossegurança.

Em relação a vacinação dos animais, deve-se levar em consideração que a vacina só será eficaz contra o vírus homólogo.
Por outro lado, circulação do vírus por longos períodos nos lotes vacinados poderá levá-lo a sofrer modificações genéticas e antigénicas.
Por isso, a vacinação deverá ser acompanhada de severas medidas de biossegurança, sistemas de monitorização e, inclusive, de despovoamento de aves, em caso de infecção por vírus altamente patógeno.

A crescente evolução dos casos de influenzia aviária altamente patogénica no mundo estáa levar as autoridades internacionais a repensar a maneira ortodoxa de combate a influenza aviária e de tratamento das aves para consumo humano. O abate sanitário de aves infectadas ou suspeitas de infecção, aliado às profundas modificações vividas pela avicultura industrial, faz com que se pense em outras alternativas de controle. Um dos maiores problemas encontrados quando se vacinam as aves é como diferenciar nas monitorizações realizadas as aves vacinadas das infectadas.



Nenhuma outra doença que acometa homens e animais encontra-se tão amplamente distribuída, afecta tantos indivíduos por ano, ou mesmo dissemina-se tão eficazmente como a influenza. As características evolutivas deste agente fazem com que, ano após ano, intensifique-se a pesquisa para a caracterização do vírus, sendo uma preocupação constante compartilhada por médicos e veterinários. De facto, doenças como a influenza só podem ser enfrentadas com uma abordagem ampla e ligando-se o pessoal de campo com os indivíduos que produzem o conhecimento básico.

É necessária uma sensibilização por parte dos consumidores e dos avicultores, relativamente, a importância de questões como a o cuidado a ter com os animais, para consumo humano. É necessário uma "humanização" no cuidado a ter com estes animas, relativamente ao seu espaço de liberdade, condições de higiene, alimentação favorável, etc. Assim, seria possível evitar de forma preventiva a disseminação deste vírus e evitar perdas animais e humanas.


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